Afinal foi mentira, dizem vcs, ainda não foi desta que ele desistiu. Pois menti, mas menti sem saber que estava mentindo. Há quem minta conscientemente...como a Rute. A Rute era uma antiga amiga do hi5 que, de vez em quando, também comunicávamos através do Messenger.
Passo a transcrever o último diálogo que mantivemos... parece surrealismo:
-Parece-me que a tua foto do perfil é um pouco antiga, não tens nenhuma mais recente? ...dizia eu.
-Por acaso tenho uma bem recente....vou mandá-la. E a Rute manda-me a sua foto recente...e eu recebo.
-Não quero conhecer tua mãe, quero conhecer-te a ti.
-Parvo, sou eu.
-ups....estava a brincar, até estás parecida com uma actriz de cinema.
-Uau, qual?
-Com a Zsa Zsa Gabor...
-Não conheço...
-Mas devias, devem ter nascido pela mesma altura... Bem, Rute o que eu queria dizer-te é que a tua foto do perfil parece a foto da primeira comunhão (gosto de exagerar nestes casos para dar mais ênfase à “coisa”).
-E é ...
-Hum... Como?
-Sim, foi tirada no dia da primeira comunhão do meu filho.
-Ah bom...e quantos anos tem o miúdo?
-Acabadinho de fazer 30
-Oh Rute, vai-te lixar...tens um filho com 30 anos e dizes no perfil do hi5 que tens 40 !!!!!!
-Oh pá, eu estou no hi5 desde o início, e nunca me lembrei de actualizar a idade.
-Rute, o hi5 existe há uns 4 ou 5 anos, e a idade é automaticamente actualizada.
-Como assim?
-No dia do teu aniversário o computador actualiza a tua idade, somando mais um ano
-Ah, então deve ser o meu computador que está avariado. Olha vou desligar para levá-lo a arranjar.
-Isso Rute, mas quando deixares o computador a arranjar, deixa também a tua cabeça, só para eles afinarem um pouquinho...
Depois, há aqueles que preferem que lhes mintam desde que isso os afaste da dura realidade. Dou como exemplo uma das mais sensacionais súplicas de amor... Quem viu o filme "Johnny Guitar" lembrar-se-á:
Johnny: How many men have you forgotten?
Vienna: As many women as you've remembered.
Johnny: Don't go away.
Vienna: I haven't moved.
Johnny: Tell me something nice.
Vienna: Sure. What do you want to hear?
Johnny: Lie to me. Tell me all these years you've waited ...
Vienna: All these years I've waited.
Johnny: Tell me you'd have died if I hadn't come back.
Vienna: I would have died if you hadn't come back.
Johnny: Tell me you still love me like I love you.
Vienna: I still love you like you love me.
Johnny: Thanks. Thanks a lot.
...e há os que têm um ego que necessita de massagens...
...e eu digo-vos: Lie to me.
e vcs dizem-me: We like to read you.
...e eu digo-vos: Thanks. Thanks a lot.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 6 de setembro de 2008
FINITO...
THE END...
FIM...
FINAL
FIN...
FINE...
末端
Tudo o que sobe ...desce
Tudo o que entra ...sai
Tudo o que começa...acaba
Cada vez tenho menos inspiração, menos tempo e menos leitores. Não faz sentido continuar.
Agradeço a todos os que me leram e comentaram os posts. Fiz amigos e, só por isso, valeu a pena ter criado o Nunices...
Continuarei a visitar as vossas "casas" e a deixar os meus comentários.
Como disse a "blueminerva", pode ser que algum dia renasça da cinzas...qual Fenix, completamente anónimo.
Beijos e Abraços
Nuno
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Roleta Russa
Ele há coisas que só lembram a um “tinhoso”. Lembrei-me desta história porque vi um filme em que havia uma cena com “roleta russa”. Eu também já “pratiquei” uma "espécie” de “roleta russa” ....sem pistolas nem balas. Com “Pilas”. É verdade, e não se trata do sexo oral sendo uma das mulheres canibal. Estávamos com uma congestão de liberdade, já que o 25 de Abril tinha sido apenas há uns meses e eu estava no antigo 6º ano do Liceu na “época” 1974/75. Era nesta época que se faziam RGA’s para saber se convocávamos RGA’s. O que importava era sentirmos que tínhamos liberdade e julgar que podíamos fazer com ela o que nos desse na real gana. Por isso fazíamos as tais roletas russas nos intervalos das aulas...e das RGA’s. Lembro-me que havia uma espécie de jardim no lado esquerdo de quem entrava no Liceu, e aí nos reuníamos, só os rapazes da turma, obviamente, para esta espécie de roleta russa. Em que consistia? Há um jogo popular que se chama “as moedinhas”, ou “milhada”, se for na Madeira, em que cada participante tem 3 moedas para jogar, todos escondem um Nº de moedas no punho visível (de 0 a 3) , e tenta adivinhar a soma exacta de moedas de todos os participantes dessa jogada. Quem adivinha, ganha e sai do jogo. Nós éramos uns 10 ou 12, tirávamos todos a pila para fora e começava a nossa “roleta russa”, que é como quem diz, começávamos o jogos da “moedinha” e quem ganhava, metia a pila para dentro, e saía do jogo...aliviado por ter menos probabilidades de ser apanhado em flagrante delito por um professor, contínuo, ou mesmo por uma rapariga mais pudica que lançasse o pânico nas hostes. Desgraçados dos últimos dois que ficavam em jogo... Naqueles momentos pensava: ainda bem que houve o 25 de Abril, isto sim é liberdade, estar de pila à mostra no pátio do Liceu. Ele há coisas que só lembram ao Diabo... ou a mim.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Isabel
Foi com mágoa, tristeza, e nostalgia que recebi a notícia que a Isabel tinha morrido. A Isabel era “criada” na casa de minha tia e foi a primeira experiencia sexual da minha vida. Eu estaria perto de completar 13 anos e a Isabel teria uns 33 ou 34 anos. A Isabel trabalhava toda a semana e ia à missa das 8h00 aos domingos, e folgava nos domingos de tarde até ás 19h00, tempo que aproveitava para namorar com um homem que trabalhava num talho no Mercado dos Lavradores. A Isabel tinha 70 anos quando morreu.
Tudo começou com um baralho de cartas pornográfico que um amigo me emprestou e que eu mostrei à Isabel. Acho que ficámos ambos com tesão (eu ficava sempre que via as cartas ) e, palavra puxa palavra, provocação responde a provocação, eu “espicacei” a Isabel dizendo que ela não era capaz de fazer o que as cartas demonstravam, e ela não quis perder aquela disputa e disse-me:
- Isso é o que se vai ver.
Que teria eu que fazer para confirmar aquela afirmação? Simples. Quando toda a gente estivesse a dormir eu “só” teria que aparecer no quarto da Isabel. Ela era a única pessoa que dormia no rés-do-chão, e eu, naquela primeira noite, fui para a cama com meias, para que, quando tivesse que descer a escada, não fizesse o mínimo ruído. Assim foi, nem preguei olho, quando eram umas 4h00 da manhã, lá desci as escadas e fui direito ao quarto da Isabel que me aguardava, ainda que fingisse que dormia. Lembro-me que não tomei iniciativa nenhuma, a Isabel encarregou-se de tudo, despiu-me, despiu-se (excepto as cuequinhas), agarrou onde tinha que agarrar, encaminhou a minha mão para onde tinha que encaminhar, e recordo que a sensação do meu primeiro orgasmo foi de tal ordem que julguei que me estava a dar uma coisa má e que iria morrer. O facto é que ainda hoje continuo com a opinião de que um dia, quando tiver que morrer, que seja com um orgasmo, e quando perguntarem a quem cá ficar, quais foram as minhas últimas palavras, digam a verdade. Ele disse: “Estou a vir-me”.
Eu era o primeiro a sair de casa, estudava no “Caroço” e entrava às 8h00 da manhã, por isso, todos os dias, durante 1 ano e meio, das 4h00 às 7h00, passava a minha vida na cama da Isabel, numa aprendizagem mútua, já que a Isabel, apesar dos 34 anos, tinha ido trabalhar para casa de minha tia muito nova e não creio que as tardes de folga aos domingos lhe dessem uma experiência sexual extraordinária. Assim, lá tentávamos inovar o mais que sabíamos e podíamos, já que a Isabel jamais permitiu que eu a penetrasse na vagina. Dizia que havia um risco muito grande de engravidar, mas eu queria lá saber, quando me subiam os espermatozóides á cabeça e começava a pensar com estes espermatozóides, pouco me importava se engravidava ou não, queria era vir-me. Felizmente a Isabel sempre teve esse bom senso, e nunca permitiu que tal acontecesse, mas nunca evitou que eu tivesse os orgasmos que queria, só que eram onde ela decidia. Se calhar casou virgem.
Como podem compreender, hoje presto uma singela mas sentida homenagem a essa mulher, que para além de ser uma pessoa fantástica... foi uma mulher com importância na minha vida. Foi a primeira mulher que me ouviu dizer: “Estou a vir-me”.
Tudo começou com um baralho de cartas pornográfico que um amigo me emprestou e que eu mostrei à Isabel. Acho que ficámos ambos com tesão (eu ficava sempre que via as cartas ) e, palavra puxa palavra, provocação responde a provocação, eu “espicacei” a Isabel dizendo que ela não era capaz de fazer o que as cartas demonstravam, e ela não quis perder aquela disputa e disse-me:
- Isso é o que se vai ver.
Que teria eu que fazer para confirmar aquela afirmação? Simples. Quando toda a gente estivesse a dormir eu “só” teria que aparecer no quarto da Isabel. Ela era a única pessoa que dormia no rés-do-chão, e eu, naquela primeira noite, fui para a cama com meias, para que, quando tivesse que descer a escada, não fizesse o mínimo ruído. Assim foi, nem preguei olho, quando eram umas 4h00 da manhã, lá desci as escadas e fui direito ao quarto da Isabel que me aguardava, ainda que fingisse que dormia. Lembro-me que não tomei iniciativa nenhuma, a Isabel encarregou-se de tudo, despiu-me, despiu-se (excepto as cuequinhas), agarrou onde tinha que agarrar, encaminhou a minha mão para onde tinha que encaminhar, e recordo que a sensação do meu primeiro orgasmo foi de tal ordem que julguei que me estava a dar uma coisa má e que iria morrer. O facto é que ainda hoje continuo com a opinião de que um dia, quando tiver que morrer, que seja com um orgasmo, e quando perguntarem a quem cá ficar, quais foram as minhas últimas palavras, digam a verdade. Ele disse: “Estou a vir-me”.
Eu era o primeiro a sair de casa, estudava no “Caroço” e entrava às 8h00 da manhã, por isso, todos os dias, durante 1 ano e meio, das 4h00 às 7h00, passava a minha vida na cama da Isabel, numa aprendizagem mútua, já que a Isabel, apesar dos 34 anos, tinha ido trabalhar para casa de minha tia muito nova e não creio que as tardes de folga aos domingos lhe dessem uma experiência sexual extraordinária. Assim, lá tentávamos inovar o mais que sabíamos e podíamos, já que a Isabel jamais permitiu que eu a penetrasse na vagina. Dizia que havia um risco muito grande de engravidar, mas eu queria lá saber, quando me subiam os espermatozóides á cabeça e começava a pensar com estes espermatozóides, pouco me importava se engravidava ou não, queria era vir-me. Felizmente a Isabel sempre teve esse bom senso, e nunca permitiu que tal acontecesse, mas nunca evitou que eu tivesse os orgasmos que queria, só que eram onde ela decidia. Se calhar casou virgem.
Como podem compreender, hoje presto uma singela mas sentida homenagem a essa mulher, que para além de ser uma pessoa fantástica... foi uma mulher com importância na minha vida. Foi a primeira mulher que me ouviu dizer: “Estou a vir-me”.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Férias
Chega-se a esta altura do ano e é inevitável que falemos de férias. Eu, enquanto vivi na Madeira, adorava os meus dias passados na piscina do Lido com os amigos e amigas do costume, levando umas sandes de casa que me serviam de almoço, para poupar algum dinheiro e poder voltar no dia seguinte. Como meu pai, que entrava cedo no trabalho, me levava todos os dias, com excepção dos fins de semana porque havia demasiada gente, eu era das primeiras pessoas a chegar e das últimas a partir, ou seja o Lido era a minha casa de férias. Lembro-me que a única vez que quebrei a rotina das minhas férias, até completar 17 anos, foi uma ida ao Porto Santo na companhia de 3 amigos, para a casa dos pais de 1 deles, e onde “casualmente” encontrámos 4 amigas “sem abrigo” às quais, benevolentemente, acolhemos durante aqueles 15 dias. Uns autênticos samaritanos. Foram, provavelmente os 15 dias mais loucos de toda a minha vida. Tudo isto para comunicar-vos que vou de férias no próximo domingo, e que passados mais de 30 anos, algumas coisas mudaram. Desta vez vou com outros amigos, minha mulher e meu filho, não vou para a Piscina do Lido, vou para Santorini, não comerei sandes, e estou seguro, não terei os 15 dias mais loucos da minha vida, mas posso sempre ter os mais românticos. Não custa nada compartir com os meus amigos o meu “retiro” de Santorini...

... e teremos, só para nós, esta fantástica vista do "nosso" Jacuzzi privado...

Claro que levo um outro amigo, chama-se João, é meu filho e também usufruirá de tudo isto. Será um pouco o chamado amigo "Empata Fodas"...mas compensa noutras coisas. Dormirá aqui:
Já ninguém dispensa alguns comodismos, como TV, DVD, net WiFi...isso será aqui:

Passaram-se mais de 30 anos entre aquelas férias e as que me esperam em Santorini. Pelo meio ficaram dezenas de férias, em diferentes lugares, com diferentes amigos. Conheci meio mundo, fiquei nos melhores hotéis, visitei as melhores praias, comi nos melhores restaurantes, ...então porque raio continuo a ter saudades do Lido e do Porto Santo? Acho que não é por causa das sandes....

Trata-se de um pequeno hotel que só tem 4 suites....e uma será para mim. Aqui, dormirei eu... e a minha amiga Patrícia
... e teremos, só para nós, esta fantástica vista do "nosso" Jacuzzi privado...
Claro que levo um outro amigo, chama-se João, é meu filho e também usufruirá de tudo isto. Será um pouco o chamado amigo "Empata Fodas"...mas compensa noutras coisas. Dormirá aqui:
Já ninguém dispensa alguns comodismos, como TV, DVD, net WiFi...isso será aqui:
Passaram-se mais de 30 anos entre aquelas férias e as que me esperam em Santorini. Pelo meio ficaram dezenas de férias, em diferentes lugares, com diferentes amigos. Conheci meio mundo, fiquei nos melhores hotéis, visitei as melhores praias, comi nos melhores restaurantes, ...então porque raio continuo a ter saudades do Lido e do Porto Santo? Acho que não é por causa das sandes....
domingo, 29 de junho de 2008
Conceição
Uma das criaturas mais estranhas que conheci na minha vida foi a Conceição. A Conceição era empregada doméstica a tempo inteiro lá em casa (antigamente chamava-se “criada” ) e era natural de Câmara de Lobos. Teria vinte e tal anos e eu uns 12, e adorava minha irmã mais nova que tinha 4 anos. Até aqui tudo normal, só que tinha a particularidade de não mastigar “porque lhe metia nojo”, e por isso engolia a comida inteira. Para nós (eu e meus irmãos) era um divertimento vê-la comer quando a refeição incluía batata cosida. Parecia que estávamos no circo, mas confesso que havia vezes que me faltava o ar só de ver o tamanho da batata que ela metia na boca e engolia. O Pescoço da Conceição assemelhava-se àqueles pescoços de aves marinhas que engolem peixes inteiros. Os meus pais nunca acharam grande piada a esta questão, porque temiam que algum dia a Conceição pudesse engasgar-se, e começaram a obrigá-la a mastigar a comida . Era outro momento de diversão para nós.-Vá, mastiga Conceição. Dizia minha mãe.-Não consigo, tenho nojo. Choramingava a ConceiçãoNestes momentos fazíamos plateia para rirmo-nos com as caretas da Conceição a tentar mastigar a comida para perder “o nojo”. Mas conseguiu ao fim de alguns tempos.Um dia minha mãe fez um Pudim Francês, que leva 24 ovos, deixou-o no frigorífico, e fomos todos passear e almoçar fora. A Conceição ficou em casa a fazer as suas tarefas e obviamente tinha o seu almoço. Quando chegámos para o jantar e minha mãe foi buscar o dito pudim para a sobremesa... ele tinha desaparecido, ou seja a Conceição, que já mastigava, tinha despachado de uma só vez ...24 ovos ao almoço. Minha mãe ficou assustada durante 2 dias à espera que o fígado da Conceição rebentasse, mas não rebentou, afinal era de Câmara de Lobos, como ela fazia questão de nos lembrar.A Conceição, alguns anos mais tarde, saiu de nossa casa para casar. Meus pais foram os padrinhos de casamento, e lá foi ela viver para a sua tão amada Câmara de Lobos com o marido. Nunca deixou de nos visitar, principalmente pelo encanto que tinha por minha irmã mais nova, e numa dessas visitas chegou a nossa casa cheia de nódoas negras e escoriações. Questionada por minha mãe sobre a razão de tal aspecto, lá confessou que o marido tomava “um copito a mais” e de vez em quando lhe “chegava a roupa ao pêlo”. A indignação de minha mãe foi enorme, e disse à Conceição (que fazia o que minha mãe lhe dizia.... até a mastigar) “da próxima vez que teu marido chegue a casa bêbado e te queira bater, dá-lhe com o que tiveres na mão”.Não passou nem uma semana, e lá estava a Conceição em nossa casa...chorosa, pedindo ajuda a minha mãe.-Que se passou Conceição? Perguntou minha mãe.-Fiz o que a senhora disse, meu marido veio para bater-me e eu dei-lhe com o que tinha na mão-Fizeste bem, verás que não voltará a incomodar-te-É esse o meu problema senhora, chorava a Conceição-Explica-te mulher, não querias que ele deixasse de bater-te?-Sim, queria, mas não queria que ele morresse-Que aconteceu Conceição, estás a deixar-me nervosa-Quando ele vinha para bater-me o que eu tinha na mão era a panela de pressão, e dei-lhe com a panela na cabeça... está no hospital em coma há 3 dias. (Convém lembrar que as panelas de pressão daquela altura deviam pesar no mínimo uns 10 kg)Obviamente minha mãe ficou em pânico, porque se o homem morresse se sentiria moralmente responsável por aquele “assassinato”. Mas o homem não morreu, e não só não morreu como deixou de beber e de bater na Conceição tornando-se num marido exemplar. A alimentação esteve sempre muito ligada à vida desta Conceição, começou com o nojo de mastigar e acabou por salvar a pressão do casamento com uma panela... de pressão.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Dezembro
Uma das minhas grandes satisfações em criança (penso que de todas as crianças) era quando minha tia “armava” o presépio e a árvore de Natal. Ainda hoje adoro a quadra natalícia. Minha tia tinha um jeito especial para a decoração ( e não só...como sabem ) e eu adorava ajudá-la. Todos os anos tentávamos que o presépio ficasse diferente, apesar de serem sempre as mesmas figuras, e a capacidade criativa de minha tia vinha ao de cima, para além de querer que eu participasse da “construção”. Sentia-me verdadeiramente feliz por ajudar e por saber que o Natal estava perto.

Mas quando chegava aquela altura, havia uma coisa que, pelo menos por um dia, estragava a minha felicidade: a ida ao fotógrafo. Durante Dezembro, minha tia “aperaltava-me” a seu gosto para que fossemos ao Amândio Fotógrafo tirar uns retratos “artísticos”... e vocês já “conhecem” minha tia. Felizmente, o Amândio Fotógrafo era um fantástico fotógrafo e não se nota na foto, mas estou de boina (como a boina era escura, o fundo escuro disfarça um pouco). Pois é, tive que sair de casa com boina, entrar no fotógrafo com boina e ser fotografado...com boina. Como devem calcular, fiquei com um ódio a tudo o que era para colocar na cabeça, de tal forma que só consigo usar os bonés da praia.

Mas quando chegava aquela altura, havia uma coisa que, pelo menos por um dia, estragava a minha felicidade: a ida ao fotógrafo. Durante Dezembro, minha tia “aperaltava-me” a seu gosto para que fossemos ao Amândio Fotógrafo tirar uns retratos “artísticos”... e vocês já “conhecem” minha tia. Felizmente, o Amândio Fotógrafo era um fantástico fotógrafo e não se nota na foto, mas estou de boina (como a boina era escura, o fundo escuro disfarça um pouco). Pois é, tive que sair de casa com boina, entrar no fotógrafo com boina e ser fotografado...com boina. Como devem calcular, fiquei com um ódio a tudo o que era para colocar na cabeça, de tal forma que só consigo usar os bonés da praia.

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